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'Gerir pessoas é gerir emoções': a estratégia da Medley para não perder talentos e engajar equipes
Em um ambiente corporativo cada vez mais pressionado por mudanças estruturais, o papel do RH ganha protagonismo estratégico. Mais do que comunicar decisões, a área passa a ser responsável por sustentar cultura, engajamento e performance.
Para Solange Pace, diretora de RH e Comunicação da Medley, isso exige disciplina, clareza e uma atuação integrada ao negócio.
A comunicação deixou de ser apenas um canal informativo e passou a ser um instrumento direto de gestão. Segundo Solange, um dos principais erros das empresas é tratar a comunicação como algo pontual.
“Não basta comunicar uma vez, é preciso criar uma cadência estruturada, com mensagens alinhadas entre liderança, RH e comunicação, e abrir espaço real para escuta”, afirma.
Na prática, a Medley adotou uma estratégia em múltiplas camadas, com fóruns abertos, encontros com lideranças e conteúdos mais didáticos. O objetivo é traduzir o contexto do negócio para todos os níveis da organização.
Liderança preparada é vantagem competitiva
A performance das equipes em momentos de mudança está diretamente ligada à capacidade das lideranças. Segundo a executiva, líderes que mantêm proximidade com seus times e conseguem traduzir a estratégia em ações concretas são os que sustentam resultados.
O conceito de ambidestralidade ganha força nesse contexto. É necessário garantir eficiência na operação atual enquanto se constrói o futuro.
Em processos de transformação, empresas que conseguem preservar sua identidade têm maior capacidade de adaptação. A cultura passa a ser um ativo estratégico, não apenas um discurso institucional.
No caso da Medley, pilares como qualidade, acesso à saúde e responsabilidade com as pessoas são mantidos como fundamentos. Para o RH, o desafio está em garantir que esses valores sejam vividos na prática, por meio de rituais, decisões e reconhecimento de comportamentos.
Engajamento em cenários de incerteza
Manter colaboradores engajados em momentos de instabilidade exige mais do que metas e indicadores. O senso de propósito, o pertencimento e a proximidade da liderança aparecem como fatores determinantes.
Quando o colaborador entende o impacto do seu trabalho, a tendência é que haja maior estabilidade emocional e comprometimento. Esse movimento reforça o papel do RH na construção de narrativas que conectem estratégia e significado.
A saúde mental passa a ocupar um espaço central na agenda corporativa. No entanto, o risco de o tema se tornar apenas discurso ainda existe. Para evitar isso, empresas precisam estruturar ações concretas e contínuas.
Na Medley, iniciativas como a assistente virtual Cássia e programas de apoio psicológico demonstram uma abordagem prática. Para o RH, o desafio é integrar o cuidado com o bem-estar à estratégia de performance, entendendo que resultados sustentáveis dependem de pessoas equilibradas.
O novo papel do RH nas organizações
A transformação do negócio exige um RH mais estratégico e menos reativo. A área precisa compreender profundamente os objetivos da empresa e atuar como elo entre estratégia, cultura e pessoas.
Isso inclui questionar modelos tradicionais, redesenhar estruturas e contribuir para maior agilidade organizacional. No contexto incompany, o RH assume papel central na construção de capacidades que sustentem o crescimento.
Em ambientes de mudança constante, ganham destaque profissionais com adaptabilidade, senso de dono e capacidade de decisão mesmo diante de incertezas.
Para o RH, isso reforça a importância de desenvolver talentos desde o início da jornada, com programas estruturados e experiências práticas que ampliem a visão de negócio.
RH como motor da transformação organizacional
A experiência da Medley evidencia uma mudança estrutural no papel do RH dentro das organizações. Mais do que suporte, a área passa a liderar processos críticos de transformação.
“Gerir pessoas é, necessariamente, gerir emoções”, afirma Solange.
Em um ambiente de mudanças rápidas, a combinação entre clareza estratégica, liderança próxima e cuidado com as pessoas se consolida como base para sustentar crescimento e competitividade no longo prazo.
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